Sendo uma IA, como fica a confidencialidade das nossas informações?
É a primeira pergunta de todo cliente, e a resposta é arquitetural: identidade, permissão e auditoria em cada interação — inclusive nas do Kris. Esta página responde onde o dado fica, o que sai, o que não sai, e o que fica registrado.
A resposta curta
O Kris não é um chat com acesso a tudo. Ele age dentro da plataforma como um usuário age: sob a identidade de quem pediu, limitado à permissão dessa pessoa, e com cada passo registrado num histórico que não pode ser editado.
Em termos práticos: o Kris não enxerga o que você não enxerga. Se um analista não tem acesso ao contrato jurídico, o Kris atuando para ele também não tem. Não é uma regra escrita na instrução da IA — é a mesma checagem de permissão que a tela faz, aplicada na camada de dados.
Onde o seu dado fica
Dois modelos, e a escolha é sua:
Nos dois modelos valem as mesmas camadas de isolamento, permissão e auditoria.
- No seu servidor (on-premises). A plataforma inteira roda dentro da sua empresa. Documentos, fichas, histórico e índices ficam na sua infraestrutura. Se a internet cai, a operação continua.
- Na nuvem gerenciada pela F7. Cada cliente tem o seu ambiente, separado dos demais, com o dado em repouso no Brasil (região definida em contrato). Tráfego cifrado em trânsito; segredos cifrados em repouso.
O que vai para a IA — e o que não vai
Esta é a fronteira que importa, e nós a declaramos abertamente: o KORE usa Claude, da Anthropic, como motor de IA. Isso significa que um trecho de contexto sai para a API do modelo no momento do uso. O que governa esse trajeto:
- Só o contexto necessário à tarefa é enviado — não a sua base, não o seu histórico, não o acervo. O recorte que vai é o mesmo que a permissão do usuário permitiria ler.
- O conteúdo enviado pela API não é usado para treinar modelos. É o termo comercial padrão da Anthropic, e os logs operacionais dela são descartados em poucos dias.
- A transferência é contratualizada. O acordo de tratamento de dados da Anthropic incorpora Cláusulas Contratuais Padrão — o mecanismo reconhecido para transferência internacional — e a lista de suboperadores dela é pública.
- No modelo on-premises, o dado não sai: sai a consulta. A base permanece na sua casa; o que trafega é o trecho enviado ao modelo no instante da tarefa.
No modelo on-premises a base sequer sai do seu datacenter: o que trafega é apenas esse recorte.
Não dizemos que a transferência é eliminada — ela é governada. Quem afirma que uma IA generativa de ponta funciona sem nada sair do perímetro está descrevendo outra coisa.
Isolamento entre empresas: imposto pelo banco, não pelo código
A maioria das plataformas multiempresa filtra por cliente na aplicação — cada consulta carrega um "onde empresa = X" escrito à mão. Basta uma consulta esquecer o filtro, um relatório agregar sem escopo, ou um endpoint de diagnóstico ficar aberto, e o dado de todos vaza de uma vez.
O F7 KORE usa Row-Level Security nativo do InterSystems IRIS. A política de isolamento vive na definição da tabela, não na aplicação:
- Cada requisição autenticada assume o papel do seu tenant antes de tocar o dado.
- Vale para leitura e escrita — uma gravação fora do papel certo é recusada pelo próprio banco.
- Mesmo que um defeito gere uma consulta sem filtro, o banco devolve apenas o que pertence àquele cliente.
- É verificável por auditor: a política é declarada, versionada e inspecionável sem ler o código da aplicação.
- Vale também para processos de fundo — integrações e agendadores estabelecem o papel do tenant antes de gravar.
A política é declarada, versionada e inspecionável por auditor — sem ler o código da aplicação.
É a diferença entre "confiamos que nenhum desenvolvedor vai esquecer o filtro" e "o banco não entrega o que não é seu".
Quem vê o quê
Permissões granulares por papel, aplicadas rota a rota. O acesso a documento é restrito por padrão e compartilhado explicitamente — por pessoa ou por grupo. O Kris herda exatamente esse mapa: ele executa sob a permissão de quem pediu, nunca com um acesso privilegiado próprio.
O rastro de cada ação
Toda ação relevante — de pessoa ou do Kris — cai num histórico imutável: quem pediu, o que foi feito, quando, sob qual permissão, e o que mudou. Não é log de diagnóstico; é trilha construída para aguentar auditoria externa, com retenção e retenção legal (legal hold) próprias.
O efeito colateral útil: a evidência para auditoria — ISO 9001, boas práticas regulatórias, rastreabilidade exigida por cliente — já está montada quando o auditor chega, em vez de virar mutirão.
As credenciais dos seus sistemas nunca saem
Quando o KORE conversa com o seu ERP, quem faz isso é o Connect Agent, instalado dentro do seu perímetro. Usuário e senha do Protheus, SAP, Sankhya ou Senior ficam no seu datacenter — a credencial do sistema-fim não cruza a fronteira. Detalhe da arquitetura na página de integrações.
Camadas de defesa
Cada requisição atravessa seis camadas antes de tocar um dado. Se uma falhar, a seguinte ainda segura:
O Kris atravessa exatamente as mesmas seis camadas — não existe atalho para a IA.
O que é nosso e o que é seu
Nenhuma plataforma torna uma empresa conforme sozinha, e desconfie de quem disser o contrário. A divisão que praticamos:
- É nosso: o isolamento entre clientes, o controle de acesso, o audit imutável, a cifragem em trânsito e em repouso, a fronteira declarada da IA e o contrato com o subprocessador de IA.
- É seu: quem tem qual papel, o que cada perfil pode ver, por quanto tempo cada informação deve ser retida, e as bases legais do tratamento que você faz na sua operação.
- É conversa dos dois: o contrato de tratamento de dados entre a sua empresa e a F7, com o anexo de suboperadores — parte do processo comercial, não uma surpresa depois da assinatura.
O que o KORE faz é reduzir a superfície de risco e governar o uso de IA na operação: em vez de conhecimento da empresa circulando por ferramentas pessoais sem rastro, cada interação passa por identidade, permissão e registro.